As missões do Curso de Engenharia Cartográfica, associadas às do Instituto, estão relacionadas com a formação, especialização e aperfeiçoamento de recursos humanos em nível superior na área de Engenharia Cartográfica, para atender às necessidades da engenharia militar e cooperar, pelo ensino e pela pesquisa, para o progresso do Exército Brasileiro e do país, participando do esforço nacional de desenvolvimento de pessoas, projetos e pesquisas.
O Engenheiro Cartógrafo é o profissional legalmente habilitado para executar atividades que envolvem levantamentos topográficos, batimétricos, geodésicos e aerofotogramétricos; sensoriamento remoto; elaboração de cartas geográficas; loteamentos, desmembramentos e remembramentos; locação de obras de engenharia, além de análises e representações espaciais. Sua atuação abrange desde o planejamento e supervisão até a execução e fiscalização de serviços técnicos voltados à aquisição, processamento e integração de dados geoespaciais, garantindo precisão e confiabilidade nas informações utilizadas para fins científicos, técnicos e estratégicos
No segundo semestre do quarto ano, os alunos realizam estágios supervisionados na Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) e em empresas civis especializadas na área, vivenciando a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Essa imersão no ambiente profissional, tanto militar quanto civil, permite contato direto com tecnologias de ponta, metodologias atualizadas e demandas reais do mercado, contribuindo de forma decisiva para manter a formação constantemente alinhada às necessidades e inovações do setor.
O Engenheiro Cartógrafo para estar habilitado a se desenvolver satisfatoriamente na sua carreira profissional, deve ter sólida formação em matemática e física. Deve ser capaz de trabalhar com equipamentos diversos, com pessoas, com variedades de projetos ao mesmo tempo através de um bom conhecimento de cartografia e relações humanas. Deve saber se apresentar muito bem de forma escrita e verbal, visando colocar-se em função de liderança destacada no ambiente produtivo.
HISTÓRICO
A primeira escola de formação de Engenheiros Geógrafos Militares foi a Academia Real Militar, criada por Carta Régia do Príncipe Regente Dom João VI, de 04 de dezembro de 1810. Ela originou-se da transformação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, criada por Dona Maria I, em 17 de dezembro de 1792. Pelo Regulamento da Academia Real Militar, em 8 (oito) anos os alunos deveriam realizar "um curso regular de Ciências Exatas e de Observações, assim como de todos aqueles que são aplicações das mesmas aos estudos militares e práticos que formam hábeis Oficiais de Artilharia, Engenharia e ainda Oficiais da classe de Engenheiros Geógrafos e Topógrafos, que possam também ter o útil emprego de dirigir objetos administrativos de minas, de caminhos, portos, canais, pontes e calçadas".
Durante o Império, a Academia Real Militar foi atingida por diversas reformas do ensino militar e de engenharia, tornando-se o embrião de escolas, algumas das quais perduram até hoje.
Com a proclamação da República, logo nos primeiros meses foram criadas a Escola Superior de Guerra e a Escola Astronômica e de Engenharia Geográfica, em 1890.
Em 1898, foi criada a Escola Militar do Brasil, onde foram reunidos os Cursos de Estado-Maior, Engenharia, Artilharia e de Geógrafos.
Em 1905, o Decreto no 1.348, de 12 de julho, dá nova organização ao ensino militar, criando a Escola de Artilharia e Engenharia, onde eram realizados os Cursos de Engenharia e Armamento, e a Escola de Estado-Maior, onde eram realizados os Cursos de Estado-Maior e de Geógrafos.
Em 1914, o Decreto no 10.832, de 28 de março, faz nova reforma no ensino militar, mantendo a formação de Engenheiros Geógrafos na Escola de Estado-Maior.
Em 1930, o Decreto no 19.299, de 05 de junho, cria o Instituto Geográfico Militar, com sede na Fortaleza da Conceição (Rio de Janeiro/RJ) e subordinado ao Serviço Geográfico Militar, tendo, em 1931, formado sua primeira turma de Engenheiros Geógrafos, constituída de 14 Oficiais do Exército e 1 Oficial da Marinha.
Em 1940, o Instituto Geográfico Militar passou a chamar-se Escola de Geógrafos do Exército.
Em 1941, o Decreto-Lei no 3.055, de 14 de fevereiro, extingue a Escola de Geógrafos do Exército, incorporando-a à Escola Técnica do Exército (Praia Vermelha), com a designação de Curso de Geodésia e Topografia, passando, assim, a formação dos Engenheiros Geógrafos a ser feita em conjunto com as demais especialidades de Engenharia.
Em 1960, a Escola Técnica do Exército funde-se com o Instituto Militar de Tecnologia, e passa a chamar-se Instituto Militar de Engenharia, mantendo-se o Curso de Geodésia e Topografia com a mesma designação.
Em 1980, o Curso de Geodésia e Topografia passa a ser denominado de Curso de Engenharia Cartográfica, conforme publicado no BI nº 06, de 22 de agosto de 1980, do Centro Tecnológico do Exército, e transcrito no BI nº 162, de 02 de setembro de 1980, do Instituto Militar de Engenharia. Assim permanece até hoje, formando Engenheiros Cartógrafos capacitados ao exercício das atividades desenvolvidas pela Diretoria de Serviço Geográfico do Exército.
O Curso de Engenharia Cartográfica do IME encontra-se em constante evolução, buscando incorporar avanços tecnológicos, metodológicos e científicos à sua estrutura curricular. Essa atualização permanente visa manter a formação alinhada às necessidades operacionais do Exército Brasileiro e às demandas da sociedade, garantindo que seus egressos estejam preparados para enfrentar os desafios contemporâneos na área das geociências.
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